sábado, 20 de julho de 2013

Musicos Para Casamento



O casamento é o momento mais importante da história de um casal, a data será o símbolo de todas as conquistas que os noivos terão durante toda a vida. Esse momento não pode acontecer sem uma linda cerimônia acompanhada da alma da celebração: a música de alta qualidade. Você já viu alguma festividade sem música? Impossível!

E por isso “Bravissimi” é um grupo musical composto por selecionados instrumentos de sopro, cordas e órgão, dando assim uma variedade timbrística às músicas tocadas, além de cantores de categoria com experiência de tounées pelo mundo em grandes coros e orquestras. Esses músicos estão prontos para abrilhantar casamentos e cerimônias religiosas com composições escolhidas especialmente para a ocasião. O repertório abrange desde a música medieval e renascentista até compositores modernos de renomada fama.

Você quer que seu casamento tenha pompa com modernidade e profissionalismo? O grupo “Bravissimi” tornará mágico esse grande momento de sua vida!



Você quer conhecê-los? Basta escutá-los em algum dos casamentos que o grupo tocará na Grande São Paulo ou mesmo vendo vídeos do grupo no youtube.





Telefone: (11) 99380-7845

(tratar com Alessandro)

ou pelo Email bravissimi.casamentos@gmail.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MEIN LEBEN

No dia 13 de fevereiro de 1883 morria, em Veneza, o compositor alemão Richard Wagner. O famoso compositor que, além de escrever suas óperas, era também o autor dos “libretti” das mesmas, escreveu uma autobiografia intitulada “Mein Leben” (Minha Vida) que cobre sua vida desde a data de seu nascimento, em 1813, até 1864.
 Começou a ditá-la a Cosima, sua segunda esposa, em Munique no ano de 1865, a pedido do rei Luis II da Baviera. Wagner tinha uma dívida com Luis II que o tinha resgatado do exílio no ano anterior.
 Wagner contratou o então jovem Friedrich Nietzsche para a correção dos textos. Este último lhe sugeriu que colocasse um escudo de armas simbólico como capa do primeiro volume. O brasão mostrava um abutre (em alemão Geier) sustentando um escudo com a constelação de Carro (Wagen) com os quais fazia referência tanto ao pai biológico, Friedrich Wagner, quanto ao seu querido padrasto, Ludwig Geyer.
A obra, que é uma fonte importante sobre a vida de Wagner e para a vida musical e cultural da Europa daquela época.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DAS RHEINGOLD

No dia 22 de setembro de 1869 às 20:30 os espectadores no Teatro Nacional de Munique assistiram a um grande evento: a estréia do “Das Rheingold” (O ouro do Reno), a primeira das quatro óperas que constituirão a tetralogia “Der Ring des Nibelungen” (O Anel do Nibelungo) do grande compositor alemão Richard Wagner. Wagner, nascido em Leipzig em 1813, compôs sua primeira ópera “Die Feen” (As Fadas) em 1833 e em 1834 foi nomeado regente do Teatro de Magdeburg. Após várias vicissitudes, adere às Revoluções de 1848 (Primavera dos Povos) e como conseqüência é obrigado a transferir-se à Suíça. Em 1864 se encontrou com Luis II da Baviera que lhe assegurou o total apoio e as condições materiais para desenvolver tranquilamente seu trabalho. Pouco tempo depois a hostilidade da corte o forçou a voltar à Suíça. Em 1872 vai para Bayreuth onde quatro anos mais tarde inaugura o teatro consagrado às suas óperas graças ao apoio de Luis da Baviera. É autor de todos os libretos de suas óperas, procurando a síntese entre as artes música e literatura.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Há 34 anos morria Elvis Presley




Morreu com 42 anos o Rei do Rock and Roll americano. O acontecimento atraiu milhões de fans a Graceland, a casa onde vivia em Memphis. Os médicos declararam que o artista morreu de ataque cardíaco induzido por barbitúricos, mas alguns alegaram que foi um suicídio. Elvis cresceu na pobre Mississipi e depois se transferiu a Memphis, onde foi descoberto após gravar uma canção com a qual presentearia sua mãe. As suas canções se tornaram famosas no mundo todo, e a estrela participou de mais de 30 filmes, todos de grande sucesso público. O cantor colecionou 25 discos de ouro, 9 a mais que os Beatles, e o seu duradouro sucesso confirma o epitáfio “Vida longa ao Rei”.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Felix Mendelssohn


No dia 4 de novembro de 1874 morre em Leipzig, com apenas 38 anos, o compositor e maestro alemão Felix Mendelssohn Bartholdy. Nasceu em Hamburgo no ano 1809 no seio de uma abastada família de origem hebraica. Teve uma formação humanística e musical muito bem cuidada, depois da qual se dedica à música. Na adolescência compôs obras para vários instrumentos. Em Berlim estudou regência, e desde 1828 faz constantes viagens: pela Alemanha, Inglaterra, Suíça, França e Itália Mendelssohn se apresentava como pianista, organista e maestro. Graças à fama adquirida com seu trabalho, assumiu diversos cargos públicos de relevo no campo da música e da educação musical. Na cidade de Leipzig fundou um conservatório que se torna o centro da vida musical alemã. Passou aí os últimos anos de sua vida.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O "Scala di Milano"



Tanto pela sua história gloriosa como pelo seu presente, o Scala de Milão é um dos maiores centros operísticos de maior significado e influência. Foi construído em conseqüência de um incêndio que provocou, em 1776, a destruição do Teatro Regio Ducale da capital lombarda. Foi a imperatriz da Áustria quem encarregou da sua construção o arquiteto Giuseppe Piermarini di Foligno. Deve o seu nome, Teatro alla Scala, ao fato de se erguer no local antes ocupado pela Igreja de Santa Maria della Scala, fundada no século XIV, por Regina della Scala, mulher do duque de Milão, Barnabà Visconti.

A sua inauguração data de 3 de agosto de 1778, altura em que foi representada, juntamente com dois bailados complementares, a ópera de Salieri Europa riconosciuta. Mas só em 1820, graças ao arquiteto Sanquirico, começou a adquirir o seu aspecto atual. Em 1854, abriu-se uma nova entrada principal, numa ampla praça que comunica com a Piazza dei Duomo por meio da Galeria Vittorio Emmanuele.

O edifício foi alargado em 1867, instalou-se a luz elétrica em 1884 e foi restaurado em 1921. Em 1938, procedeu-se a uma reforma técnica decisiva do palco. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, um bombardeamento causou graves danos ao teatro, tendo-se salvo, felizmente, o palco. A reconstrução, obra do arquiteto Luigi Lorenzo Secchi, foi muito rápida e o Scala pôde abrir novamente as suas portas ao público a 11 de maio de 1946.





O palco do Scala mede 39,99 m de largura, de 25,33 m a 30,75 m de altura e 6,09 m de profundidade e a sala, em hemiciclo, tem capacidade para cerca de três mil pessoas, distribuídas entre a platéia, cento e cinqüenta e seis camarotes de quatro ordens e duas galerias. A sala é bela, sem exageros, e está extraordinariamente bem conservada, tal como todas as dependências do teatro. O foyer, embora não muito grande, tem uma elegante simplicidade. No vestíbulo, podem ver-se quatro estátuas, de tamanho natural, de Rossini, Bellini, Donizetti e Verdi. No salão do primeiro andar encontram-se bustos de Puccini e de Toscanini.

A história artística do Scala é realmente esplendorosa e, como baluarte incontestado da ópera italiana, tem como uma das suas máximas coroas de glória a colaboração direta que soube estabelecer com os mais representativos compositores da península do século XIX. O primeiro deles foi Rossini, cuja primeira obra para o Scala, La pietra dei paragone, foi representada cinqüenta e três vezes no ano da sua estréia (1812). Rossini estrearia também no Scala Aureliano in Palmira, Il turco in Itália, La gazza ladra e Bianca e Falliero. Dá-se o caso verdadeiramente revelador de terem sido suas nada menos de trinta e duas das cinqüenta e duas óperas ali levadas à cena entre 1823 e 1825. Pouco depois, em 1827, Bellini estreou, no Scala, Il pirata, que constituiu uma autêntica revelação, e, depois, La straniera e Norma. Donizetti também colaborou diretamente com o Scala. Aí estreou nove óperas da sua abundante produção, entre elas, Anna Bolena, L'elisir d'amore, Lucrezia Borgia e Maria Stuart.

Giuseppe Verdi iniciou a sua carreira precisamente no Scala, onde estreou as quatro primeiras óperas: Oberto, conte di San Bonifacio, Un giorno di regno, Nabucco e I lombardi. Com Nabucco (1842), obteve um êxito extraordinário, cheio de conotações políticas, uma vez que o público milanês se sentiu identificado, devido à ocupação austríaca, com os hebreus cativos, especialmente no célebre coro “Va pensiero”. Depois de ter estreado Ernani, em Veneza, e I due Foscari, em Roma, Verdi voltou ao Scala, em 1845, com Giovanna d'Arco, iniciando-se então uma separação que se iria prolongar por vinte e quatro anos, até que, em 1869, estreou no Scala a sua segunda versão de La forza del destino. A esta seguiram-se a estréia européia de Aida, as novas versões de Simon Boccanegra e Don Carlo e, finalmente, as estréias triunfais das suas duas últimas óperas: Otello (1893) e Falstaff (1897).

Herdeiro das tradições operísticas italianas, Giacomo Puccini estreou no Scala três das suas óperas: Edgar (a segunda do seu catálogo), Madama Butterfly, com a qual obteve um histórico insucesso na noite da estréia, em 1904, e Turandot, que se estreou em 1926, sob a direção de Toscanini, dois anos após a morte do seu autor.

Durante muitos anos, o Scala dedicou-se praticamente à ópera italiana, mas, a partir do final do século XIX, começou a alargar os seus horizontes e, progressivamente, incluiu na sua programação as obras de Wagner, Gluck, Strauss, Debussy, Charpentier, Dukas, Boródine, Mussorgski e outros. Coincidindo com o princípio dessa abertura, o Scala foi dirigido por uma figura que soube dar-lhe uma volta de modernidade, serenidade e organização, de acordo com os novos tempos: Arturo Toscanini, que esteve ligado a este teatro durante três períodos: 1898-1903 (em que introduziu Wagner), 1906-1908 e 1921-1929. Por inspiração sua, no início deste último período, constituiu-se o chamado “Ente Autonomo”, que é, desde então, a estrutura organizativa e financeira que vem regendo a vida dos principais teatros de ópera italianos.

Além de Toscanini, a história do Scala esteve sempre associada a figuras preeminentes da direção da orquestra. Entre os que estabeleceram uma colaboração mais duradoura ou frutuosa, poderiam referir-se Faccio, Campanini, Mugnone, Vitale, Marinuzzi, Panizza, Serafin, Furtwängler, Walter, De Sabata (sucessor de Toscanini, de 1929 a 1953), von Karajan, Giulini, Mitropoulos (que morreu no estrado do Scala, durante um ensaio, a 2 de novembro de 1960), Gavazzeni, Kleiber e Abbado.

Mas o Scala não foi só um centro de ópera. São célebres os seus ciclos de concertos (onde atuaram como solistas Liszt e Paganini, e, na qualidade de regentes, Richard Strauss, Casais e Stravinsky) e as freqüentes manifestações coreográficas que, seguidas com grande entusiasmo, assentam numa tradição que parte de Salvatore Viganò e culmina na figura graciosa de Carla Fracci.

Apesar de, durante os anos do fascismo, Mussolini ter tentado fazer da ópera de Roma o primeiro teatro de Itália, o Scala continuou a ocupar o primeiro lugar. Depois da sua destruição parcial e posterior reconstrução, pôde iniciar um novo e glorioso período em 11 de maio de 1946, com um memorável concerto que representou o regresso a Itália de Arturo Toscanini. Entre aquela data e 1972, o teatro foi dirigido por Antonio Ghiringhelli, que proporcionou a época gloriosa de Maria Callas, a que estão estreitamente ligados nomes tão significativos como os de Renata Tebaldi, Giulietta Simionato, Mario dei Monaco, Giuseppe di Stefano, Franco Corelli, Ettore Bastianni, Luchino Visconti, Franco Zeffirelli, Giorgio Strehler, Margherita Wallmann ou Nicola Benois. Ghiringhelli cedeu a sovrintendenza a Paolo Grassi e este, por sua vez, a Carlo Maria Badini.

O edifício da ópera alberga um importante museu teatral, fundado em 1913, o Piccola Scala, pequeno teatro inaugurado em 1955, e uma escola de canto e outra de dança.
A companhia do Scala levou as suas produções ao estrangeiro, mais concretamente a partir de 1950, a Londres, Munique, Viena, Berlim, Edimburgo, Bruxelas, Moscou, Washington e, em 1981, a várias cidades do Japão.

Uma das tradições mantidas pelo teatro é a de inaugurar a sua temporada a 7 de dezembro, dia de Santo Ambrósio, patrono da cidade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ray Charles único


“Eu nasci com a música dentro de mim, ela me era necessária como a comida e a água.”

O americano Ray Charles pertenceu a uma categoria rara de artista: a dos legítimos inventores. O gênero que ele forjou foi a soul music e ele fez isso ao secularizar o gospel — ao transportar a vibração e o fervor das canções religiosas negras para o âmbito da música popular. Não bastasse isso, Charles ainda deu nova energia ao country, ao jazz, ao blues — enfim, a todos os estilos aos quais aplicou sua engenhosidade, seu piano endiabrado e sua peculiar voz rouca. Esse artista único morreu na quinta-feira passada, 10 de junho, por causa de problemas no fígado. Ele tinha 73 anos.
O sorriso aberto foi uma marca registrada do músico, mas sua vida não foi particularmente feliz. Ele nasceu em 23 de setembro de 1930. “Os pretos da época eram naturalmente pobres. Pois minha família conseguia ser mais pobre ainda”, declarou certa vez. Sua visão se perdeu quando ele tinha 6 unos, por causa de um glaucoma. Os pais o mandaram para uma escola de cegos e nela, além de aprender a consertar carros, ele descobriu o piano. Quando tinha 15 anos sua mãe morreu e ele decidiu ganhar a vida tocando. A explosão de seu talento ocorreu nos anos 50, quando ele “adicionou o discurso do diabo às canções sagradas”, segundo a definição do produtor musical Jerry Wexler, e deu nascimento à soul music. Entre os clássicos que o consagraram estão What I’d Say e Hit the Road Jack.
Charles se casou duas vezes e teve nove filhos com sete mulheres. Em 1965, foi preso por posse de heroína e passou um ano internado para livrar-se do vício. O fim da dependência foi comemorado com trabalho intenso ao longo das décadas seguintes. Nos últimos tempos. Charles preparava um disco de duetos. “Eu nasci com a música dentro de mim”, escreveu em sua autobiografia. “Ela me era necessária como a comida e a água.”

Revista Veja, 16 de junho de 2004, pag. 117